Entenda.me

Eu sou como você.

Sou capaz de ir aí pelo Natal

Querida mãe, querido pai. Então que tal?
Nós andamos do jeito que Deus quer
Entre dias que passam menos mal
Lá vem um que nos dá mais que fazer
Mas falemos de coisas bem melhores
A Laurinda faz vestidos por medida
O rapaz estuda nos computadores
Dizem que é um emprego com saída
Cá chegou direitinha a encomenda
Pelo ‘expresso’ que parou na Piedade
Pão de trigo e lingüiça pra merenda
Sempre dá para enganar a saudade
Espero que não demorem a mandar
Novidades na volta do correio
A ribeira corre bem ou vai secar?
Como estão as oliveiras de candeio?
Já não tenho mais assunto pra escrever
Cumprimentos ao nosso pessoal
Um abraço deste que tanto vos quer
Sou capaz de ir aí pelo Natal…

Essa música do protuguês Rui Veloso “cabe” muito bem no meu dia.
Cupertino – California

Nunca derrube um lápis no chão…

Ele pode ficar “desapontado”…

Um Avião de Papel

Dezembro passado, minha filha me fez um aviaozinho de papel.
Nós estávamos no aeroporto em Curitiba, ela me entregou a pequena dobradura e disse: “Você pode usar para voar de volta”.
Eu o mantenho em cima da minha mesa desde então.

Cupertino – California

8 Meses

é o tempo total em que estou trabalhando na Apple.
Tem sido uma experiência fantástica em todos os sentidos.
A barreira da lingua e a falta que minha filha faz, não são nada fáceis de lidar. Mesmo assim, as coisas vão bem.
Os primeiros produtos em que eu trabalhei estão finalmente vendo (e sendo vistos) a luz do dia.
Infelizmente (?), não posso falar muito sobre isso por aqui.
Para coisas assim o OhLife continua sendo meu diário pessoal =)

Cupertino – California

Brasil

é para onde vôo amanha pela manha.
É a primeira vez que vou ao meu país depois da mudança para a California.
Estou ansioso por rever minha filha, a Nay e minha família.

Cupertino – California

Hey There Delilah

é o nome de uma cancão dos Plain White T’s e é também um daqueles textos que como diria o Milton Nascimento: “cabem tão bem dentro de mim que perguntar carece: Por que não fui eu que fiz?”

O clip da música pode ser visto aqui: link

Segue minha (bastante) limitada tradução:

Ei Delilah
Como vão as coisas em Nova York?
Eu estou a mil milhas de distância
Mas menina, esta noite, você está tão linda
Sim, você está
Times Square não conseguiria brilhar tanto quanto você
Eu juro

Ei Delilah
Não se preocupe com a distância
Eu estou aqui se você se sentir sozinha
Ouça essa canção mais uma vêz
Feche os olhos
Ouça a minha voz, esse é meu disfarce
Eu estou ao seu lado

- Ah, isso é o que você faz comigo…
- O que você faz pra mim

Ei Delilah
Eu sei que são tempos difíceis
Mas acredite em mim menina
Algum dia eu vou pagar as contas com esse violão
Nós vamos ficar bem
Nós teremos a vida que nós gostaríamos
É minha palavra

Ei Delilah
Eu tenho tanto pra dizer
Cada simples verso que eu escrevo para você
Poderia te tirar o fôlego
Eu poderia escrever tanto
E você me amaria ainda mais
Nós teríamos tudo

- Ah, isso é o que você faz comigo…
- O que você faz pra mim

Mil milhas parecem muito longe
Mas eles tem aviões, trens e carros
Eu vou até você se não tiver outro jeito
Os nossos amigos podem rir de nós
Mas nós vamos rir mais, porque nós sabemos
Que nenhum deles nunca amou assim
Delilah eu prometo
Que quando nós ficarmos juntos
O mundo nunca mais será o mesmo
Por sua causa

Ei Delilah
Fique bem e não sinta saudades
Só mais dois anos e você vai estar formada
Eu vou estar fazendo história do meu jeito
Você sabe que é tudo por você
Nós poderemos fazer tudo o que quisermos
Ei, Delilah essa aqui é pra você
Essa é pra você

- Ah, isso é o que você faz comigo…
- O que você faz pra mim

Cupertino – CA

Despublicando…

estou vivendo um periodo de mudanças intensas e profundas. Muito disso tem a ver com um novo momento nos meus relacionamentos e ao novo emprego na Apple. – Duas coisas que exigem certa privacidade.
Esses são também os motivos que me levaram a decidir mudar a maneira como eu costumava usar minhas contas no Twitter.
De agora em diante aquilo que é “público”, publicado será na minha conta @_everaldo. Enquanto que o que é íntimo e/ou “impublicável” ficará devidamente reservado a intimidade (minha e dos que me são íntimos) no @entenda que a partir de hoje passa a ser uma conta “despublicada”. =)

Sinta se leve e livre para me seguir no @_everaldo, ficarei feliz em telo por lá.

Clay Street – San Francisco

San Francisco

é de onde escrevo esse post.
Estou gostando muito da cidade e especialmente das pessoas que moram aqui. Todos são muito carinhosos e receptivos.
Ainda é cedo, afinal eu cheguei a poucos dias, mas já sinto muita falta da Milena por perto.
Estou escrevendo com certa freqüência no meu diário privado. Por isso acabo por escrever pouco aqui.
O OhLife é muito bom pela facilidade para manter um diário verdadeiramente “diário”. Mas, por outro lado, eu sinto falta de manter o blog atualizado.

Bay Area – San Francisco

A estrada nova

Eu conheço o medo de ir embora
Não saber o que fazer com a mão
Gritar pro mundo e saber
Que o mundo não presta atenção
Eu conheço o medo de ir embora
Embora não pareça, a dor vai passar
Lembra se puder
Se não der, esqueça
De algum jeito vai passar
O sol já nasceu na estrada nova
E mesmo que eu impeça, ele vai brilhar
Lembra se puder
Se não der esqueça
De algum jeito vai passar
Eu conheço o medo de ir embora
O futuro agarra a sua mão
Será que é o trem que passou
Ou passou quem fica na estação?
Eu conheço o medo de ir embora
E nada que interessa se pode guardar
Lembra se puder
Se não der esqueça
De algum jeito vai passar

Hoje é meu último dia aqui no Brasil e essa música do Oswaldo Montenegro nunca fez tanto sentido pra mim.

Barigui – Curitiba

Nas igrejas

os sinos soam, mas não suam.

Pense nisso…

Barigui – Curitiba