Entenda.me

Eu sou como você.

Fotografia

O tempo passou e muito de mim passou com ele.
Tantas coisas que eu gostava que nunca deixaram nem deixarão de morar em mim, mas que hoje em dia já não cabem no apertado espaço do meu dia a dia.
Eu sinto falta do cheiro da tinta acrílica no papel, de folha sulfite branquinha e de unhas sujas de tinta nankin. Sinto saudades, de ler livros de teologia, de me emocionar lendo textos de piscanálise, de ler gibis, ir a bibiotecla pública, assistir mais filmes, andar de bicicleta e tantas outras coisas.
Contudo, nesse compasso, com passos lentos o tempo que passou também trouxe novas coisas tão fantásticas quanto aquelas. A Fotografia é uma delas.
Fotografar faz nascer em mim aquela mesma paixão que eu senti no início da minha carreira profissional. Aquela vontade desmedida de não apenas fazer mas fazer melhor.
Eu já quis ser demais. Ser cartunista, quadrinista, ilustrador, designer, psicólogo, teólogo, escritor, músico e até agora a pouco eu pensava que queria ser fotógrafo também. 
Ora, de fato me encanta a percepção de que na vida eu sempre quis Ser muito mais do que Ter. Me encanta também perceber que no fim das contas o que conta é que eu sou um pouco de tudo isso.

Cupertino – California

Sou capaz de ir aí pelo Natal

Querida mãe, querido pai. Então que tal?
Nós andamos do jeito que Deus quer
Entre dias que passam menos mal
Lá vem um que nos dá mais que fazer
Mas falemos de coisas bem melhores
A Laurinda faz vestidos por medida
O rapaz estuda nos computadores
Dizem que é um emprego com saída
Cá chegou direitinha a encomenda
Pelo ‘expresso’ que parou na Piedade
Pão de trigo e lingüiça pra merenda
Sempre dá para enganar a saudade
Espero que não demorem a mandar
Novidades na volta do correio
A ribeira corre bem ou vai secar?
Como estão as oliveiras de candeio?
Já não tenho mais assunto pra escrever
Cumprimentos ao nosso pessoal
Um abraço deste que tanto vos quer
Sou capaz de ir aí pelo Natal…

Essa música do protuguês Rui Veloso “cabe” muito bem no meu dia.
Cupertino – California

Nunca derrube um lápis no chão…

Ele pode ficar “desapontado”…

Um Avião de Papel

Dezembro passado, minha filha me fez um aviaozinho de papel.
Nós estávamos no aeroporto em Curitiba, ela me entregou a pequena dobradura e disse: “Você pode usar para voar de volta pra casa”.
Um gesto simples que me tocou profundamente.
Eu o mantenho em cima da minha mesa até hoje.

Cupertino – California

Brasil

é para onde vôo amanha pela manha.
É a primeira vez que vou ao meu país depois da mudança para a California.
Estou ansioso por rever minha filha, a Nay e minha família.

Cupertino – California

A estrada nova

Eu conheço o medo de ir embora
Não saber o que fazer com a mão
Gritar pro mundo e saber
Que o mundo não presta atenção
Eu conheço o medo de ir embora
Embora não pareça, a dor vai passar
Lembra se puder
Se não der, esqueça
De algum jeito vai passar
O sol já nasceu na estrada nova
E mesmo que eu impeça, ele vai brilhar
Lembra se puder
Se não der esqueça
De algum jeito vai passar
Eu conheço o medo de ir embora
O futuro agarra a sua mão
Será que é o trem que passou
Ou passou quem fica na estação?
Eu conheço o medo de ir embora
E nada que interessa se pode guardar
Lembra se puder
Se não der esqueça
De algum jeito vai passar

Hoje é meu último dia aqui no Brasil e essa música do Oswaldo Montenegro nunca fez tanto sentido pra mim.

Barigui – Curitiba

Nas igrejas

os sinos soam, mas não suam.

Pense nisso…

Barigui – Curitiba

Relevo

A minha pouca experiência me ensinou que o relevo (e o relevante) da vida é irregular demais para os “Planos”.
Eu prefiro não ter os pés no chão.

Barigui – Curitiba

As coisas

Penso que a coisa mais importante que eu aprendi na vida é que as coisas mais importantes na vida não são coisas.

São Paulo – SP

Finalmente um diário

Quando criei esse blog a idéia era fazer aqui um livro dos meus dias. Para que, quem sabe um dia, minha filha, família e amigos pudessem me conhecer um pouco mais.
O problema é que nem tudo que eu penso e vivo “cabe” em um ambiente tão publico e o resultado é que eu não escrevia com muita frequência.

Algumas semanas atrás eu conheci um webapp fantástico chamado OhLife.  Ele envia um email diariamente perguntando “como foi o seu dia?”. As respostas são arquivadas e apresentadas em um diário on-line com uma interface simples e bacana.
Ele se adequa perfeitamente as minhas necessidades. Um ambiente privado, onde posso ser sincero em tudo, com tudo e sobretudo comigo.
Tenho escrito diariamente lá.

Vou manter o entenda.me como um lugar para a minha “palavra pública”, enquanto que o que hoje é íntimo ficará guardado no OhLife até o dia em que se abra. =)

Curitiba – Brasil