Entenda.me

Eu sou como você.

Sou pai

da garotinha mais inteligente que já conheci. E bem que eu tenho andado muito e conhecido muita gente em países e culturas diferentes.
Eu soube a dor de amar e andar só (sozinho). Mesmo assim a vida (sempre irônica), me presenteou com menininha mais linda.
Valeu a pena!

Houston – Texas

Um emprego

é no que tenho pensado já a tempos e muito mais nos últimos dias.
São 11:35am no fuso horário da Inglaterra enquanto começo a escrever. Eu ainda estou na cama e me sinto bastante cansado. Não se trata da simples consequência imediata de mais uma noite inteira de trabalho. Eu estou cansado a meses!
Mais que tudo, estou cansado de não saber quanto eu ganho e se vou ter salário no próximo mês (ou mesmo nesse). Eu estou cansado de ter dezenas de chefes e nunca chegar ao fim do expediente.
Talvez, um emprego, se bom, seja melhor.
O problema, é que a minha área é um espaço que não existe no meu país.

Um quarto escuro – Londres

Como libertar alguém

Foi o  um texto que escrevi à quase um ano atrás no Confunda.me. Acredito que o tempo fez valer o que eu havia dito.

Eu nunca havia tirado nada de alguém, até hoje.

Quem me conhece sabe que eu SOU muito mais dar do que receber e o que digo não é nem virtual nem virtude é apenas o que “sendo eu sei ser”.

O fato é que nesse momento sou incapaz de traduzir exatamente o que ou como estou sentindo. Talvez seja como viver pelo avesso. Sei lá e sei aqui, que dói demais.

Não sou sábio (isso já é sabido) e não espero que me compreendam, (gostaria, mas não espero). Nesse sentido, talvez essa ilustre história que não é minha consiga ilustrar a história que é minha:

Contam que um velho sábio peregrino caminhava com seu discípulo pelas estepes da velha China. Por dias eles caminhavam sem encontrar o menor sinal de civilização, nenhum rio ou qualquer vegetação de onde pudessem tirar alimentos. Muito ao longe, tiveram a impressão de avistar um pequena casa e passaram a seguir naquela direção. Chegaram a uma cabana de madeira, pararam e calmamente começaram a bater com as palmas das mãos na esperança de serem atendidos. Logo um velho senhor apareceu. Sua pele era queimada e muito curtida pelo sol. As mãos pareciam fortes como as mãos de alguém que preenchia seus dias inteiros com trabalhos pesados. Ao seu lado, timidamente surgiu um menino que espiava curioso.

Os visitantes foram convidados a entrar. Lavaram-se em uma bacia com limitada quantidade de água. Receberam leite, chá e queijo enquanto conversavam com a dona da casa que aparecera para servi-los.Na manhã seguinte, enquanto preparavam-se para a partida, o velho sábio perguntou: “Há vários dias andamos por estas pradarias. Nada encontramos, nada vimos. Como podem, vocês, sobreviver por aqui?”. Serenamente o ancião explicou: “Ali atrás da casa temos uma vaquinha. Uma vez por semana, ando cerca de dez horas até um pequeno lago de água empossada da curta época das chuvas. No lombo da vaca consigo trazer vários galões de água. Com a água, nos lavamos e bebemos. Com o que sobra regamos a pequena vegetação da qual a vaca se alimenta e uma pequena moita de chá. Tiramos o leite e ainda o aproveitamos para fazer queijo. Desta maneira montamos nosso dia a dia”.
Gratos, os andarilhos despediram-se a seguiram viagem. Passadas algumas horas, o sábio peregrino pára e diz ao seu aprendiz: “Volte àquela casa, sem ser visto, pegue a vaquinha e traga ela para cá”. Sentindo-se desnorteado ao duvidar pela primeira vez da índole de seu mestre, o jovem obedeceu.
No dia seguinte encontraram alguns viajantes, aos quais o velho presenteou com a vaca. O seu aprendiz nada compreendeu. Alguns anos depois o jovem aprendiz tornara-se um peregrino solitário. No meio de seu caminhar reconheceu a região pela qual, há muitos anos, passara com seu mestre. Após alguns dias avistou o que pareceu ser uma pequena vila. Ao chegar lá, viu uma venda onde alguns viajantes comiam e bebiam. Sentou-se a uma das mesas e pediu uma bebida. Entretido com seu lanche, pensou o que teria acontecido com aquela família da qual havia roubado a vaquinha. Certamente haviam morrido todos, sem alimentos e sem água. Sentiu-se mal com o que fizera e cambaleou com uma rápida tontura. A moça que servia a mesa aproximou-se rapidamente e perguntou se estava tudo bem. O peregrino respondeu que sim e disse:”Apenas me lembrei que neste local vivia uma família muito simpática e bondosa. Dividiram comigo o pouco que tinham para se alimentar. Penso o que terá acontecido com eles”. A moça sorriu e encaminhou o visitante até uma bela casa e explicou: “Aqui é a sede desta fazenda na qual o senhor está. Por favor, entre e aguarde”. O homem aguardou em uma grande sala até que um senhor veio de um dos quartos. Espantado, o andarilho reconheceu o senhor que o recebera em sua pequena casa muitos anos antes. Cumprimentaram-se com alegria e o jovem perguntou: ” O que aconteceu?!”
O velho senhor contou a história: “Logo após sua partida, nossa querida vaca desapareceu misteriosamente. Certos de que não poderíamos viver e buscar água sem ela, começamos a pensar em outras alternativas. Cavamos em vários locais até que encontramos uma nascente subterrânea nas proximidades de nossa casa. Com isto tínhamos água à vontade. Irrigamos a terra e logo tínhamos muitas moitas de chá. Um mercador passou e ofereceu sementes de alguns vegetais em troca de um pouco de chá. Aceitamos e plantamos todos. Os viajantes passaram a saber que aqui tínhamos água e vinham sempre para cá durante suas jornadas. Trocando alimento e chá por outras coisas acabamos por montar uma bonita horta, uma estalagem e um pequeno restaurante. Temos vinte cabeças de gado e toda a minha família veio da cidade para trabalhar conosco”.
O jovem sorriu aliviado. Não apenas tirara de seus ombros o peso por ter roubado a vaca, mas entendera, enfim, a última grande lição de seu mestre.

A verdade

é que tornar a vida simples não é assim tão simples.

Canary Wharf – London

Como dizia Tom Jobim

Morar fora
Não é apenas aprender uma nova língua.
Não é apenas caminhar por ruas diferentes ou conhecer pessoas e culturas diversificadas.
Não é apenas o valor do dinheiro que muda.
Não é apenas trabalhar em algo que você nunca faria no seu país.
Não é apenas conquistar um diploma ou fazer um curso diferente.
Morar fora não é só fazer amigos novos e colecionar fotos diferentes.
Não é só ter horários malucos e ver sua rotina se transformar.
Não é só aprender a se virar, lavar, passar, cozinhar.
Não é só comer comidas diferentes, pagar suas contas e se preocupar com o aluguel.
Não é só não ter que dar satisfações e ser dono do seu nariz.
Não é só amar o novo, as mudanças e também sentir saudades de pessoas queridas e algumas coisas do seu país.
Não é apenas já saber que é alguém do Brasil ligando quando toca seu celular e aparece numero privado.
Não é só a distância.
Não são apenas as novidades.
Não é só uma nova vista ao abrir a janela.
Morar fora é se conhecer muito mais…
É amadurecer e ver um mundo de possibilidades a sua frente.
É ver que é possível sim, fazer tudo aquilo que você sempre sonhou e que parecia tão surreal.
É perceber que o mundo está na sua cara e você pode sim, conhecê-lo inteiro.
É ver seus objetivos mudarem.
É mudar de idéia.
É colocar em prática.
É ver sua mente se abrir muito mais, em todos os momentos.
É se ver aberto para a vida.
É não ter medo de arriscar.
É aceitar desafios constantes.
É se sentir na Terra do Nunca
É querer voltar e não conseguir se imaginar no mesmo lugar.
Morar em outro pais é se surpreender com você mesmo.
É se descobrir e notar que na verdade, você não conhecia a fundo algo que sempre achou que conhecia muito bem:
Você mesmo!

Canary Wharf – London

Vitória e Esperança

Era uma vez, em qualquer lugar, duas lindas garotinhas chamadas Vitória e Esperança.
Acontece, que a Esperança nasceu primeiro…

Eu tenho bons pais

que souberam amar e dar amor, a mim e  ao meu irmão, mesmo enquanto seu casamento e seus sonhos ruíam.
Construir uma família não é uma tarefa fácil, a experiência tem me mostrado o quanto.
Meus pais souberam encontrar um caminho, mesmo por entre os escombros e os cacos de vidro. Sem perder a alma e sem se permitir embrutecer.
A irônia poética da vida é que assim como o solo fértil criado pela explosão de um vulcão, o evento mais triste da minha infância foi fundamental para construir a família dos meus novos irmãos.
Sou grato por meu Pai e minha Mãe, pelos meus lindos irmãos e irmãs e também pelos bons padrasto e madrasta que a vida me deu.

Barigui – Curitiba

Eu perdi o Jogo

Todos que sabem do Jogo estão jogando e técnicamente ninguém pode vencer.

1. Quando você pensa no Jogo, você perde o Jogo;
2. Quando perde o Jogo você deve anunciar que perdeu àqueles ao seu redor.

Meu anúncio
no Twitter.

“Olha lá, quem acha que perder
É ser menor na vida
Olha lá, quem sempre quer vitória
E perde a glória de chorar
Eu que já não quero mais ser um vencedor
Levo a vida devagar pra não faltar amor
Eu que já não sou assim
Muito de ganhar
Junto às mãos ao meu redor
Faço o melhor que sou capaz…”

O texto acima é parte da música “O vencedor” de Marcelo Camelo e descreve com perfeição como eu vejo e sinto o “Jogo”.

Saiba mais sobre o Jogo aqui.

Me Pergunte qualquer coisa

Essa é a proposta do FormSpring, mais uma das ferramentas sociais da Web. Parece ser divertido e interessante. =)
Minha conta: http://formspring.me/everaldocoelho

Two and a Half Men

É um seriado americano que tenho acompanhado.
Charlie Harper (Charlie Sheen), um solteiro com uma grande facilidade (ou felicidade) com as mulheres. O seu estilo de vida casual é interrompido quando seu irmão, Alan (Jon Cryer), que está no meio de um divórcio, e seu sobrinho de dez anos, Jake (Angus T. Jones), vem morar com ele. Os episódios são divertidissímos!
Já fui bastante parecido com o Alan e numa medida um tanto menor eu ainda me identifico com ele.